Dois contra o mundo

Direção Priscilla Rozenbaum

Comédia romântica

Com Renata Paschoal e Matheus Souza

Direção Priscilla Rozenbaum

Texto Domingos Oliveira

Sinopse

Comédia romântica, somente a lágrima dignifica o riso. Sobre o primeiro caso de uma mulher depois que se separa de um marido que amou muito. Ela nasceu no interior e mora em São Paulo. Vive um casamento conflituado, onde trabalha como advogada num bem sucedido escritório de direito internacional comandado pelo ex-marido. Quando descobre que ele tem uma amante, larga tudo e, num impulso, vem para o Rio de Janeiro, onde nunca tinha estado antes. Muito solitária e por acaso, encontra um jovem/atrapalhado/fracassado ator stand-up mais moço que ela, que mora em cima do Baixo Gávea. Não podem ser mais diferentes. No entanto, vivem um grande amor. Que não dá certo porque o primeiro caso que a gente tem quando se separa não dá certo. Acontece que até esse final infeliz é driblado porque tudo parte de um show. E no teatro tudo é possível.

 

Justificativa

Nos anos 50 em N.Y. um autor escreveu uma peça baseada nas improvisações de 2 atores jovens e inexperientes: Henry Fonda e Anne Bancroft, filhos de Stanislavski e do Actor’s Studio, a peça “Dois na Gangorra” fez enorme sucesso na Broadway, imediatamente representada no mundo inteiro, posto que se tratava do produto mais raro da dramaturgia, o tipo de texto mais procurado por quem faz teatro: uma peça de dois atores. No Brasil, foi montada por Tônia e Autran, um fracasso absoluto. O texto era longo, tedioso e excessivamente norte-americano. Décadas depois, essa mesma história foi cortada pela metade, fantasiada e escrita por Domingos Oliveira. Tirada da gaveta a versão atual que escrevo pessoalmente para estes jovens atores, despede-se inteiramente da improvisação dos anos 50. Os papeis foram trocados. Não é mais a jovem atriz fracassada que se apaixona por um solitário advogado de uma cidade americana. É uma solitária porém moderna e combativa ex-atriz, que se apaixona por um ator mais moço, o fracasso em pessoa sem um tostão no bolso. Essa inversão e mudança de lugar provocam uma nova história que explode modernidade. É uma peça de fácil montagem que pretende excursionar. É saudável para o teatro que existam peças assim, com resultado importante. Ex. “Irma Vap”, “Tangos e Tragédias”, apresentado há anos entre outras. É difícil, porém fazer isso sem esbarrar com um texto vulgar e sem significação. Aqui é o contrário, é tudo poesia e humanidade de alto valor dramatúrgico.