O dia em que os adultos desaparaeceram

Infantil de Domingos Oliveira - Dirigido por Cristina Bethencourt

odia_emqueO dia em que os adultos desapareceram  é  um texto original do dramaturgo e cineasta Domingos Oliveira dedicado ao público infanto-juvenil, fato raro e precioso na obra do autor.

A partir de uma fábula que conta como as crianças, no caso “os meninos maus”, conseguiram criar uma máquina de fazer desaparecerem os adultos, Domingos Oliveira descreve, de forma lúdica e bem-humorada, o cotidiano das crianças de determinada cidade fictícia, com e sem a presença dos adultos. A princípio, o que parece ser um grande alívio para os meninos e meninas, ficarem livres das regras impostas por pais, mães e professores, em virtude do desaparecimento dos adultos, aos poucos, vai se transformando num grande transtorno para as crianças.

O texto faz uma reflexão sobre até que ponto os pequenos necessitam de limites para se desenvolverem de forma saudável, aproveitando todas as suas potencialidades, ao mesmo tempo, que mostra como os adultos deveriam olhar seus filhos com mais sensibilidade e atenção para as diferenças de cada um.

Outro aspecto abordado na peça, é a relação que se estabelece entre as crianças, a partir do momento que não existem mais os adultos no comando: de como o mundo infantil também acaba copiando as relações de poder estabelecidas pelos adultos, com suas injustiças e contradições.

Essas características do texto são atemporais e permitem que crianças, jovens e adultos de todas as idades se interessem pela peça e possam sair do teatro com boas questões para serem discutidas em família.

A Direção

Cristina Bethencourt

Trabalhar com crianças e adolescentes é uma especialidade, Cristina Bethencourt, professora de teatro e preparadora de elenco infantil e jovem no cinema e na televisão, além de diretora e atriz.

Desde 2003, Cristina vem preparando elenco infantil e jovem em cinema e televisão. Já foi preparadora de 11 filmes, 6 novelas, 3 seriados para a televisão e alguns especiais. Seus trabalhos mais recentes como preparadora de elenco infantil e jovem são: o elenco do filme INFÂNCIA  (2013) de Domingos Oliveira; o elenco da novela da TV Globo FLOR DO CARIBE (2012-13); o elenco da série da TV Globo, LOUCO POR ELAS (2010-13) de João Falcão e o elenco do longa-metragem SOMOS TÃO JOVENS(2009) de Antonio Carlos da Fontoura.

Foi também a preparadora do elenco infantil de duas obras de Ziraldo: o seriado para televisão UM MENINO MUITO MALUQUINHO (TVE- 2005-06) e o filme UMA PROFESSORA MUITO MALUQUINHA (2009).

Dirigiu espetáculos para crianças e adolescentes como, MEMÓRIAS DA BARRIGA  (2001)em parceria com Maria Mariana; CONFISSÕES INFANTIS (1995); DOIDAS FOLIAS (1997) de Anamaria Nunes, entre outros.

Atualmente é preparadora de elenco da TV Globo e cursa o Mestrado em Artes Cênicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro. (Uni-Rio).

O Elenco

O elenco é quase todo formado por atores mirins, escolhido por testes rigorosos, serão 4 adultos e mais de 10 atores mirins entre principais, coadjuvantes e um coro formado por atores mirins virtuosos que cantam, dançam e tocam instrumentos.

Isto criará um diferencial, pois geralmente os elencos são formados por adultos interpretando crianças.

O Autor

É muito provável que domingos oliveira seja o único artista brasileiro a ter uma carreira importante em três meios distintos: cinema, teatro e televisão. Em mais de 50 anos de exercício da profissão, Domingos já escreveu 26 peças, dirigiu 58, publicou 4 livros, lançou 6 traduções, dirigiu 16 longa-metragem e participou de quase 50 telefilmes, como roteirista ou diretor.

Este é o primeiro texto infantil do renomado autor e diretor.

No infantil, o autor dialoga diretamente com o platéia, através de um texto claro que não trata a criança como alguém que não compreende nunca o que os adultos falam, muito pelo contrário, a peça inverte essa situação e coloca meninos e meninas em posições estratégicas para tomarem decisões em relação aos seus destinos. Não há nenhuma forma de diminuição da capacidade cognitiva dos personagens infantis e isso traz identificação imediata do público com o espetáculo.