Turbilhão – Jogos da paixão e do acaso

Uma comédia de Domingos Oliveira com Luana Piovani

Os personagens são sensíveis, humanos, porém vivem em embate constante com as suas incoerências e manias. E, mais importante que isso: são todos eles manipulados pelo acaso. O acaso é um deus que domina o mundo, derrubando, sem esforço, qualquer tentativa de explicar a vida logicamente. Um happy end, como em Molière e Woody Allen. O happy end, mesmo que falso, é o ingrediente essencial de qualquer boa comédia.

TURBILHÃO é um texto de comédia que certamente irá cativar o espectador. Com esta peça, desejo fazer o público rir e experimentar sensações agradáveis.

Associada à excelência do texto está a forma como será montado o espetáculo. Em nosso modesto plano, propomos a invenção do TEATROCINE. O único cenário de TURBILHÃO será uma grande tela de cinema, embaixo da qual será construído um palco; luzes especiais serão estudadas para que os atores possam conviver com a tela. Ao menos um terço da peça vai ocorrer nesta tela, que poderá ser usada em vários níveis de atuação: como cenário, como pensamento dos personagens, como delírio dos personagens ou como sonho dos personagens; cenas poderão ocorrer somente na tela, poderão ser observadas e comentadas pelos atores ao vivo no palco ou dialogadas com atores na tela e outros no palco; atores poderão também entrar e sair da tela, sempre que convier à peça, como no filme A Rosa púrpura do Cairo, e muitos outros inimagináveis recursos dentro dessa nova linha.

Com TURBILHÃO, quero inventar um novo modo de fazer arte; quero unir a formalidade do teatro com a simplicidade do cinema. Acredito na reinvenção da tradição e na importância do lançamento de novas mídias.

Ficha Técnica

Texto e Direção – Domingos Oliveira
Elenco – Luana Piovani, Jonas Bloch, Pedro Furtado, Duaia Assumpção, Fernando Gomes, Moises Bithencourt e José Roberto Oliveira.
Cenografia – Fernando Mello da Costa
Figurinos e Direção de Arte – Elisa Faulhaber
Iluminação – Cadu Favero
Produção – Renata Paschoal