Corpo Desfeito

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Após perder a mãe, a jovem Amanda enfrenta o aprisionamento emocional imposto pela avó, enquanto descobre o amor em um ambiente de rigidez e intolerância.

 

Sinopse

Amanda tem doze anos e acaba de perder a mãe. Sem conhecer o pai, toda sua esperança de conforto se volta para a avó, pessoa dura e intolerante, que já sofreu muito no passado. Por pouco mais de um ano, acompanhamos a vida de Amanda se ajustando às demandas cada vez mais extremas de Marlene: não fale com ninguém, não saia de casa, não use roupas chamativas, não tome banho de porta fechada. Cerceando progressivamente o dia a dia da jovem, a avó constrói um lar que muito se assemelha a uma prisão, seja para o corpo de Amanda, seja para a própria mente. Sob o pretexto de visões religiosas, as atitudes de Marlene levam a neta ao limite, mesmo que não consigam impedir que o primeiro amor brote no coração da menina.

 

Projeto

Corpo Desfeito é um drama de longa-metragem de ficção, baseado na obra literária Corpo Desfeito, de Jarid Arraes (vencedora dos prêmios APCA e Biblioteca Nacional). O filme traz uma história impactante, focada nas consequências do abuso físico e psicológico de crianças. Com narrativa ágil, o filme mergulhará fundo no questionamento de como as marcas da infância são construídas e como é possível lidar ou escapar delas. A história é passada em Juazeiro do Norte, onde uma família vive uma sequência de abusos e negligencias.

Pretendemos mostrar um sertão sem estereótipos de miséria e seca, apresentando o sertão urbano e sua diversidade.

Rodado em 06 semanas, no interior do Ceará, com a inclusão de parte da equipe e atores locais e também internas no estado do Rio de Janeiro.
O filme propõe uma reflexão sobre o caráter transformador do afeto, sua importância e os riscos de sua ausência para o bom desenvolvimento da criança.

 

Autora

Com uma carreira já estabelecida com livros de contos e literatura de cordel, Jarid Arraes lança seu primeiro romance. Uma história complexa e profunda, Jarid Arraes mergulha fundo nas consequências do abuso físico e psicológico de crianças. Com uma prosa ágil e habilmente construída, ela nos mostra como essas marcas são criadas, e também como é possível escapar delas. A história é passada em Juazeiro do Norte, onde uma família vive uma sequência de abusos: avó, mãe e neta – presas em uma teia complexa de violenta e negligência.

O filme propõe uma reflexão sobre o caráter transformador do afeto, sua importância e os riscos de sua ausência para o bom desenvolvimento da criança.

 

Diretora

Diretora à frente da empresa Forte Filme, vencedora do kikito de melhor documentário, dirigiu e produziu 16 longas-metragens, 3 séries de tv, 300 programasde entrevistas e mais de 26 peças de teatro.

Estreou na direção do curta-metragem “Um Dia Qualquer” em 2019 e na série de tv “Confissões de Mulheres de 50”, ambos exibidos no Canal Brasil. Na sequência, dirigiu o curta “Sextou” com mais de 40 jovens atores, entre eles Luiza Kosovski, Gabriela Loran e Ruan Aguiar, entre outros talentos, e o curta “Corpo Celeste” com Maria Ribeiro e Fernando Alves Pinto.

Seu primeiro longa-metragem “Todo Mundo (ainda) Tem Problemas Sexuais”, foi exibido na Mostra Internacional SP – Competitiva Novos Diretores, comédia baseada na obra de Domingos Oliveira, realizado em coprodução com a Riofilme e Downtown Filmes.  É diretora do documentário “Clarice Niskier – Nua dos Pés à Cabeça”, vencedor do Prêmio de Melhor Documentário no Festival de Cinema de Gramado (2024). Atualmente, finaliza o filme “Depois” com Maria Ribeiro e Caio Blat e dirige o documentário “Corpo Território” sobre saúde mental de jovens indígenas de diversos territórios.  No Teatro, além de atuar em dezenas de espetáculos, estreou na direção teatral na peça “Dois Contra o Mundo” de Domingos Oliveira com Priscilla Rozenbaum e Marcio Vito com 2 indicações ao Prêmio APTR, Melhor Ator e Vencedor do Prêmio de Melhor Trilha Sonora.